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 A Receita do Filet Mignon do Sacerdote
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 A Receita do Filet Mignon do Sacerdote

 

"Quando você se trabalha com Mantras e muda de uma bolha de existência repleta de problemas para uma outra muito melhor, em determinado momento é como se o Universo lhe perguntasse: Mas Seu Fulano, porque que o senhor sempre quis que eu lhe tratasse tão mal? E ai como é que vai explicar para ele que o grande culpado desta novela dolorida foi o nome que seus pais lhe deram?"

                                             Gilson Chveid Oen

 

 

O prazer proporcionado pela comida se tornou um fator importante nas conquistas e empreendimentos humanos, pois ao unir as dimensões da comida e do prazer o homem começou a trabalhar em si mesmo um lado tremendamente caçador e poderoso.

Pois, 3 = comunicação = comida.

        5 = impulso = prazer.

e 3 + 5 = 8 = poder de caça e de cumplicidade com o Universo = comida prazerosa = comida gostosa.

E o inverso também é verdade, pois para caçar cada vez melhor ele teve que aprender a tornar sua comida cada vez mais saborosa, dando-se aí, sem dúvida alguma, o surgimento do que chamamos de gastronomia. Comendo somente para sobreviver o homem não evoluiria e jamais conseguiria se tornar a espécie dominante aqui na Terra.

E se tornando poderoso ele teve que inevitavelmente que desenvolver e absorver os conhecimentos que deram origem ao que denominamos de ciência e tecnologia.

Pois, 1= indivíduo = homem

        7 = intelecto = intuição analítica = conhecimento = ciência e tecnologia.

e 1 + 7 = 8 = poder de caça e de cumplicidade com o Universo.

É possível se afirmar que povos com uma gastronomia fraca tiveram um desenvolvimento científico bastante limitado. Portanto, comer comidas gostosas tornou-se fundamental para a evolução e a busca de novos ingredientes para produzi-las fez surgirem as viagens que levaram o homem a descobrir novas terras e, à partir daí, migrar para elas construindo novas civilizações.

Na história antiga mais recente houve apenas duas exceções de povos que se mantiveram enraizados a determinados lugares. O Egito e a Mesopotâmia, devido à fertilidade trazida pelas águas dos rios NiloTigre e Eufrates, que se manteve constante ao longo dos anos, permaneceram com as suas populações enraizadas em suas cidades e raramente sentiam a necessidade de migrar para outros lugares. Por outro lado, a sua satisfação no plano alimentar fez com que a sua experiência intensa de poder oriunda da relação (3+5) os levasse a um imenso e diferenciado desenvolvimento científico e tecnológico forçado pela relação (1+7).

A riqueza proporcionada pela abundância trouxe a curiosidade pelas novidades, por ingredientes e por comidas exóticas. O homem teve então necessidade de complementar a sua dieta com alimentos que localmente não tinha, dando origem a um comércio levado a cabo por alguns homens que se mantiveram nômades para que muitos outros pudessem se fixar a terra.

O homem que viajava a negócios, o comerciante, não só levava aquilo que faltava como introduzia novos alimentos, criando necessidades imprescindíveis ao desenvolvimento do seu negócio. O transporte de alimentos provocou a necessidade de aditivos: por exemplo, o aroma da resina de alguns vinhos gregos atuais foi introduzido pelo fato de se utilizar esta resina em tempos remotos para eliminar os odores desagradáveis de cabra que impregnavam o vinho por elas transportado.

O combate aos odores ruins oriundos do transporte de alimentos fez os produtores de vinhos e alimentos percebessem as virtudes da associação de certas plantas aromáticas aos mesmos durante a sua fabricação para lhes exaltar o sabor, contribuindo assim para a sua conservação e, também, para uma melhor e mais saudável assimilação biológica dos mesmos.

Muitas guerras se fizeram pela apropriação de recursos alimentares que de uma forma geral eram escassos e que tornavam poderosos todos aqueles que dominavam a sua gestão. A título de exemplo, a busca das especiarias foi um dos fatores que contribuíram para a queda do Império Romano e quando a Europa partiu para os Descobrimentos Marítimos, tendo como objetivo o controle das rotas das especiarias, ela acabou colonizando e escravizando as populações das terras por acaso descobertas.

A arte do prazer da comida motivou gênios como Leonardo da Vinci que inventou vários acessórios de cozinha. Um deles foi um esmagador de alho que se tornou conhecido nos restaurantes daquela época como “Leonardo”.  Além disso, da Vinci criou várias receitas e estabeleceu regras de etiqueta que deveriam ser seguidas por quem se sentasse a uma mesa para comer. Ele foi um precursor da nouvelle cuisine e fundou com um sócio o restaurante "A Marca das Três Rãs" em Florença.

A gastronomia tocou de uma maneira interessante a sensibilidade de músicos e escritores.  Era a relação (1+7) se manifestando em paralelo como (3+5). Camilo Castelo Branco, embora fosse totalmente avesso a descrições, não resistiu em descrever um saboroso caldo verde e Eça de Queirós fez inúmeras menções a restaurantes em suas obras.

O culto dos prazeres da mesa chegou ao ponto de fazer com que surgissem associações gastronômicas como a belga "Ordre des Agathopédes" em 1585, a francesa "Confrérie de la Jubilation" e o "Clube dos Makavenkos" em Portugal em 1884.

E em tempos mais atuais classificações de comidas como Fast Food e a sua recente contrapartida denominada Slow Food, que tem como símbolo um caracol.

O primeiro tratado sobre gastronomia foi escrito por Jean Anthelme Brillat-Savarin, um gastrônomo francês que, em 1825, publicou a “Fisiologia do Paladar”, cujo título completo em francês é Physiologie du Goût, ou Méditations de Gastronomie Transcendante; ouvrage théorique, historique et à l'ordre du jour, dédié aux gastronomes parisiens, par un Professeur, membre de plusieurs sociétés littéraires et savantes. Por este título que, em português poderia ser traduzido como "Fisiologia do Paladar ou Meditações sobre a Gastronomia Transcendental, obra teórica, histórica e atual, dedicada aos gastrônomos parisienses, por um Professor, membro de várias sociedades literárias e científicas", pode-se perfeitamente considerar a gastronomia como uma ciência, uma arte ou ambas.

O ano de 2016 produz uma fusão linear de experiências em cima da sala 9 do inconsciente, pois 2 + 0 + 1 + 6 = 9.

O 9 representa a experiência da transcendência e após pesquisar um número muito grande de receitas encontrei uma que traduzia fielmente a mesma, pois

1 = o indivíduo, o caçador

e o

8 = o poder da carne como alimento,

onde  1 + 8 = 9.

Eu a chamei de Filet Mignon do Sacerdote e ao saboreá-la você experimentará a transcendência do caçador.

A receita que transcrevo abaixo permitirá fazê-la com precisão.

 

Ingredientes:

1kg de filet mignon amarrado com barbante para ele ficar redondo

sal a gosto

pimenta do reino em pó a gosto

1 colher de sobremesa de alho picadinho

100 g de manteiga

1 xícara (chá) de cebola picadinha

1 colher (sobremesa) de açúcar

200 ml de leite

½ xícara (chá) de uva passa preta

½ xícara (chá) de uva passa branca

100 g de queijo parmesão ralado

100 g de queijo parmesão ralado (para gratinar)

1 xícara (chá) de bacon picadinho

½ xícara (chá) de conhaque

½ litro de creme de leite fresco

salsinha ou cebolinha picadas a gosto

 

Preparo:

Tempere o filet mignon  com sal, pimenta do reino moída a gosto e 1 colher de alho  e com um barbante amarre a peça para que mantenha o formato redondo.

Em uma assadeira (forma de alumínio), sobre a chama do fogão, derreta 100 g de manteiga com 1 colher (sobremesa) de açúcar e doure 1 xícara (chá) de cebola picada. Acrescente 1 xícara (chá) de bacon picado e doure levemente. Assim que dourar coloque 1 peça limpa de filet mignon (+/- 1 kg) amarrada com barbante (para manter o formato redondo) e deixe que doure ligeiramente por todos os lados, por +/- 10 minutos. Vá virando a peça com auxílio de um garfo.

Assim que estiver douradinho, despeje ½ xícara (chá) de conhaque e acenda um palito de fósforo e jogue na assadeira, com cuidado, para flambar.

Quando o fogo apagar retire a peça da assadeira e coloque-a em outra assadeira e mantenha-a no forno a 180°C enquanto faz o molho.

Na assadeira onde foi dourada a peça, continue com ela no fogo médio do fogão, despeje ½ litro de creme de leite fresco com 200 ml de leite e ½ xícara (chá) de uva passa preta, ½ xícara (chá) de uva passa branca e 100 g de queijo parmesão ralado e deixe fervendo por +/- 10 minutos até que fique um molho encorpado.

Retire a peça do forno, retire o barbante e corte em fatias finas (+/- 1 cm de espessura). Coloque essas fatias em um refratário e remonte a peça de filé mignon.

Despeje o molho da assadeira sobre a carne fatiada e salpique 100 g de queijo parmesão ralado. Leve ao forno alto por +/- 10 minutos ou até gratinar. Retire do forno e salpique salsinha ou cebolinha picada a gosto. Sirva com arroz branco e batatinha palha.

 

 Gilson Chveid Oen

Numerologia Científica e Engenharia Dimensional

 

 

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